Recebi com muito prazer esse selo que reparto com os amigos!
Quem sou eu
Victtoria Rossini
Sou um avatar do Second Life!
A pricípio meu profile e blog eram apenas para avatares do jogo (SL). Depois as pessoas foram chegando e eu fui saindo para as comunidades.
Antes do Second Life eu nunca tinha feito poesias... Aqui (no virtual) aprendi a sentir tudo ainda mais profundamente e minha sensiblidade me levou a escrever.
Portanto escrevo como avatar e assim quero ser reconhecida, o ser por trás do avatar é apenas uma mulher sonhadora, sensivel e criativa,que quer continuar atras do seu PC teclando sonhos...
Sou reservada e não gosto de aparecer!
Quero que minhas poesias falem por si mesmas, e se expliquem por si só, não quero que olhem minha vida para entender minha poesia!
Eu as jogo ao vento...Aspire a que mais lhe agradar, e que ela se entenda com a tua alma...
Quero apenas isso!
Poder escrever o que eu quiser, quando eu quiser, sem rótulos, compromissos com aparência, com estilos ou nomeclaturas...
Escrevo poesias para a criança que existe em mim.
Deixem ela chorar, rir, ou brincar de esconder se assim quiser!
Quando séria assumo minha seriedade, aqui assumo a minha loucura!
Espero que gostem, curtam e que saiam daqui satisfeitos!
bjs
O ANJO DA ASA QUEBRADA OU
QUANDO AS PESSOAS PERDEM A FÉ NOS OUTROS
(Victtoria Rossini)
Caiu no meu jardim...
Lindas penas
Olhos que falam
Coração puro
E uma asa quebrada!
Gemia pelas dores do mundo
Soluçava e murmurava
Decepcionado com tudo.
_ “Não pode ser assim!
Os homens pareciam tão belos!
Agora que cresci,
Já nem sei se os quero...
Como são maus
Se comportam como animais
Não se importam com ninguém
Só querem levar vantagem
Não importa em cima de quem...”
Consolo o meigo anjo
Minha esperança
E a de muita gente, esta nele.
_ “Sorria e mostre a tua luz
Que toda escuridão desaparece.
Não acredite em tudo que teus olhos vêem
Os homens ainda são crianças
Não desista deles...
Com o tempo, ainda acharão seu caminho!”
Ele me olha desanimado
Segura asinha cansado
E adormece no meu jardim.
Renas perplexas
Circundam o planeta...
_Cadê o pasto?
Nem uma manjedoura
Nem um verde p'ra pousar
*Tanka: (Estilo de poesia japonesa. Literalmente tanka significa "poema curto" (tan - curto, breve; e ka - poema ou múscia) e é formada por 31 sílabas (versos de 5 - 7 - 5 - 7 - 7 sílabas respectivamente).
Posso te negar
Uma vida em comum.
Posso te negar meu corpo.
Posso te negar minha presença.
Posso te negar minhas palavras.
Posso te negar um futuro como marido e mulher...
Mas nunca poderei negar
Nem pra mim
Nem pra ti
Nem para o mundo
O quanto eu te amo!
O AMOR NÃO VIVE DE “EU TE AMO!”
(Victtoria Rossini)
Cheguei a conclusão
Que “eu te amo”
É a frase mais idiota do mundo...
A mais mal usada
A mais fingida
E a mais mal interpretada.
As pessoas se escondem atrás dela
Para não precisarem mostrar o amor em atos.
_ Olha eu não faço nada que você espera que eu faça,
Mas eu te amo!
_ Sei que não sou a pessoa ideal
Nem faço nada pra provar
Mas eu te amo...
rsrsr
Como se dizer “eu te amo”
Fosse a solução dos problemas de relacionamento.
Como se dizer “eu te amo”
Resolvesse tudo no mundo.
Amar sem atos
Amar sem fazer a pessoa se sentir amada
Amor sem atitude
Amor da boca pra fora
Amor sem movimentos em prol do ser amado
Não é amor!
O verdadeiro amor
Não vive da frase: “eu te amo”
O verdadeiro amor
Ama mesmo sendo tripudiado
E resiste mesmo sendo impossível.
O verdadeiro amor
Na sua grandiosidade
Se mostra em atos
Mesmo sendo escondido.
O verdadeiro amor
Protege até a morte
Mesmo parecendo frágil.
O verdadeiro amor ajuda
E enriquece quem ama e quem é amado
Mesmo que pareça nada ter para doar.
O verdadeiro amor vive eternamente
Mesmo que não tenha nada
Que garanta sua sobrevivência.
O verdadeiro amor cresce
E alimenta a alma de quem ama
Mesmo que nunca seja ouvido um: “Eu te amo!”
Eu te amo
É uma palavra muito pequena
Para a enormidade da força e do poder do amor
Que não distingue “eu” nem “tu”.
Tantos enganos
Tantos sonhos
Tantos planos
Nesse ano
Quando finalmente acordamos
No décimo segundo andar do ano...
A queda
Caímos da cama...
E nos agarramos aos lençóis
Nos empurramos pra cima
Nos içamos com nossos acertos passados
Com nossa fé na vida.
Fazemos festa pra levantar os ânimos:
Vamos comemorar as vitórias
Que as derrotas sejam esquecidas!...
_Afinal é só fim de UM ano_
O que é UM ano pra quem tem uma vida pela frente?
E de novo fizemos planejamentos que não cumprimos
Metas que não alcançamos
Promessas que nem nós acreditamos
Mas la vamos nós!
Mas uma vez!
Afinal...Somos feitos mais de esperanças
Do que de certezas!
A DIFERENÇA ENTRE QUANTO VALE E O QUANTO CUSTA
(Victtoria Rossini)
As crianças hoje
São as grandes vítimas do consumismo.
E se você não as preencher de valores A mídia vai enchê-las de coisas
Se não tomarmos consciência
Poderemos ter uma geração
Onde tudo é descartável.
Até você mesmo!
Eduque seu filho para a vida!
Não para o consumo.
Não para ele encher o bolsos
Dos inescrupulosos
Que todos os dias criam novos produtos
Pra empurrar pras nossas crianças.
Não de ao seu filho objetos
No lugar de afetos,
Viagens a lugares famosos
Ao invés da convivência com quem o ama.
Porque a infância passa
Mas os valores aprendidos ficam.
E quando ele crescer
E você envelhecer
Se ele não souber a diferença;
Entre quanto vale
E o quanto custa;
Não entender qual é valor verdadeiro das coisas,
Ele poderá te dar um lindo asilo de presente
Para você descansar.
SEI QUE NÃO ME RECONHECES COMO A MULHER DE ONTEM
(Victtoria Rossini)
Não me olhe com esses olhos dóceis
Nem me trate como rainha!
Me sinto uma intrusa no ninho
Um rato, querendo ser passarinho.
Não quero te enganar
Mas pra ser sincera
Sei que não me reconheces como a mulher de ontem
Como sei que no futuro
Também não me reconhecerás...
E nem depois de amanhã
E nem depois
E nem nunca!
E todos os dia acordarás com uma estranha
Que nunca saberás quem é...
Sinto muito!
Mas nem eu sei quem eu sou!
Até tento descobrir.
Me olho no espelho
Me toco
Fecho os olhos e olhos pra dentro...
Abro os olhos
E olho pra fora
E olho pra dentro...
Mas nada...
Apenas um silêncio expectante,
Num rosto estranho e mutante
Me observa todos os dias
E me pergunta: QUEM ÈS???
E todos os dias
Miro uma pupila
Que acredito ser minha
Mas que me responde coisa nenhuma.