
OLHO CEGO
(Victtoria Rossini)
Olho cego
Num ponto fixo
Trava a pupila
E já não deixa ver
Porque tento
Desesperada-mente
Apenas olhar
Para o lugar
Que me incomoda
E hipnotizada
Travo a roda
Esse olho cego
Fixa meu umbigo
Eu já não consigo
Mais nada perceber
Tenho que tentar
Destravar o olhar
Obsessivo e preso
Que mantenho fixo
No meu umbigo
Para poder
Talvez um dia
Virar o pescoço
Olhar outras coisas
Que até agora
Nunca pude entender
Olho cego
Não vê mais nada
Alem do querer
Mas ele não quer
Ousar aprender
Quer brincar nos parques
Que lhe dão prazer
Se vangloriar
Do já conhecido
Se entreter nos tecidos
Nas malhas dos seus sentidos
E ficar aqui
Se distraindo
Completamente esquecido...
A se mirar na tela
Do próprio olho cego
Para se reconhecer
* * * * * * * * *
Quer brincar nos parques
Que lhe dão prazer
Se vangloriar
Do já conhecido
Se entreter nos tecidos
Nas malhas dos seus sentidos
E ficar aqui
Se distraindo
Completamente esquecido...
A se mirar na tela
Do próprio olho cego
Para se reconhecer
* * * * * * * * *
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