segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

METAMORFÓSSEIS


METAMORFÓSSEIS
(Victtoria Rossini)

Sou
Vivo
Ajo
Reajo
Existo

Mas a cada segundo
Pra me expressar congelo
Lavra no gelo

No tempo uma investida
No espaço uma enxurrada
Contrações involuntárias
De feixes
De elétrons
De idéias
De dúvidas
De certezas

A cada existir endureço.
O preço do manifestado.
A cada espocar de quem sou
Carimbo meu santo sudário.
Meus fósseis indeléveis
Marcados na história do mundo.

A cada dia um encanto
Metamorfose fotografada
Em pixels...A minha pedra
Meus poemas:
Metamorfósseis do nada
Que mostram em cada linha
Quem fui.

Fui

Porque o ontem já não sou mais
E o hoje
Ainda nem se desenrolou

Um comentário:

Julieth Parkin disse...

Oi Amiga!!
Belíssimo poema!
Fala sobre a eterna metamorfose em nossas vidas.
Muito bonitoooooooooo!!!
(,”)\\
./_\\. Beijossssssssss
_| |_……………..